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ANA SANTOS é natural de Lisboa onde nasceu a 7 de Setembro de 1963. Trabalhou ao lado de actrizes como Rosa Lobato Faria, António Cruz, Juvenal Garcês, Mariana Cassola, Blanco Gil, António Filipe e muitos outros. Tendo mais tarde abandonado o Teatro Ibérico, funda com seu marido, o pintor Carlos Martins, a Galeria "Nova Atlântida". Dedica-se igualmente às artes plásticas, particularmente à Cerâmica e à Pintura, tendo como pintora participado em dezenas de exposições nacionais e internacionais. Está igualmente representada em diversas colecções particulares, no país e no estrangeiro. Já no final dos anos 90 decidem ambos criar um projecto que levasse o teatro infantil directamente às crianças onde quer que elas estivessem, em escolas ou nas suas próprias residências, tendo surgido assim a CASA DAS MARAVILHAS, um projecto que tem por base a Internet e as suas potencialidades como espaço de comunicação e promoção e a experiência adquirida ao longo de vários anos, na representação de inúmeras peças infantis. Ana Santos surge assim na pele da PALHAÇA MARAVILHAS, uma personagem criada após vários estudos sobre as diferentes formas de representação para crianças, quer no cinama, quer no teatro e no circo. A Palhaça Maravilhas, pode dizer-se surge no "meio das crianças", pois os primeiros esboços desta personagem aparecem durante a realização de festas na residência de uma menina chamada Constança e que Ana Santos, enquanto educadora artística e de infância, cuidou desde os 3 até aos 9 anos de idade. A Palhaça Maravilhas, é assim um misto de ama (muito inspirada na célebre Mary Poppins, protagonizada no cinema pela maravilhosa actriz Julie Andrews), de Charlot (pelas suas roupas ligeiramente desbotadas e a sua mímica) e da "Comedia dell´Arte" italiana. Diferentemente do habitual palhaço de circo que, pelas características da sua representação, não tem um contacto tão directo com a criança, a Palhaça Maravilhas é sobretudo uma palhaça de teatro que faz do convívio personalizado com a criança um dos elementos fundamentais da sua actuação. A Palhaça Maravilhas desloca-se para a criança, participa das suas alegrais mas também das suas dúvidas, das suas hesitações. As crianças chegam a colocar-lhe questões que não colcoam habitualmente a outros adultos e rodeiam-na como se fosse uma fada boa, participando no seu mundo de sonho e fantasia. Não é invulgar que a vejam como uma espécie de Peter Pan ou Sininho, vinda dos céus para estar com elas algumas horas e ajudá-las a concretizar algumas das suas fantasias. Apesar das largas dezenas de representações nacionais e internacionais, dos prémios recebidos e dos artigos escritos sobre o seu trabalho, espalhados por dezenas de publicações e jornais, Ana Santos é uma actriz que foge às chamadas "luzes da ribalta", optando pelo silêncio e um certo "anonimato assumido", preferindo-os ao estrelato fácil e muitas vezes grangeado à custa de subserviências e opções de um teatro de "massas" em geral de muito baixa qualidade mas certamente "lucrativo" para os seus protagonistas e responsáveis. A sua recusa em participar em programas de televisão que servem sobretudo para promover os seus responsáveis e principais cultores (claro que não servem só para isso...), não deve contudo ser confundida com uma crítica à televisão em si ou muito menos com qualquer receio de enfrentar a "caixinha mediática". Já houve tempos em que lá esteve mas sob outras "máscaras". Num dia em que os cenários televisivos estiverem mais "limpos" e forem feitos realmente a pensar nas crianças e não nos seus responsáveis, a Palhaça Maravilhas certamente entrará na "caixinha" e tomará o seu lugar ao lado das mesmas. |
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Actualização: 29 Agosto, 2005
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